Semana 5
1 mês!!!
1 mês de filmagem já. E faltam só duas cenas!
O que eu aprendi nesse mês que passou? Algumas coisas… Antes vamos ver o que eu não aprendi.
Eu não aprendi a não ficar absurdamente nervoso antes de um dia de filmagem. Não aprendi a me sentir muito inseguro sobre vários aspectos de um filme, como as maneiras de passar uma cena para outra conectando as duas… Uma ambientação? Um plano lento? Ainda estou bem inseguro sobre esse aspecto específico. Ainda não aprendi a ter confiança na minha iluminação, ainda tenho medo do que eu vou ter que fazer na edição, não quero deixar claro demais, porque a textura um pouco granulada da minha câmera em situações de subexposição me agrada, mas também não posso de jeito nenhum exagerar nessa escuridão. Ainda não aprendi também qual é o limite exato entre o que eu posso e quero ter de liberdade com relação ao material original.
Acho importante falar sobre o que eu ainda não aprendi, porque a essa altura, eu não vou mais aprender também. Pelo menos não nesse filme e nesse ano.
O que eu aprendi?
Em primeiro lugar aprendi a ter mais confiança na minha direção. Lógico que ainda fico nervoso mas já nem se compara ao que eu sentia antes. Nunca havia dirigido atores profissionais, e poder trabalhar com pessoas mais experiententes me fez muito bem. Mais uma barreira superada para o próximo.
Mas acima de tudo, aprendi que o cinema é uma coisa fantástica de verdade. Já sabia, mas cada vez que eu faço alguma coisa nova, reaprendo. Acontece um fenômeno. Tudo pode ser capenga, tudo pode ter tudo pra dar errado, a insegurança é absurda, mas com uma equipe realmente disposta (eu tenho sorte de ter uma), na hora do “ação”, as coisas acontecem. Como mágica. A cena vai como um bonde em uma ladeira, que ninguém ousa pensar em pular fora, entrar, ou tentar parar. É realmente surpreendente quando isso acontece. E não é raro acontecer.
Como este domingo. Gravamos a primeira sequência. Tem um momento, que é um momento crucial, no qual Remo empurra Slumber e rouba o catálogo. É algo simples. Estava ensaiando a cena com o Slumber (Fabiano Martins) e o Remo (Renato Guenther) e esse momento do empurrão e da tomada do catálogo simplesmente não estava rolando. Não estava convincente. E nós fazíamos de novo. E de novo. E o empurrão, a reação, tudo o mais parecia muito forçado. Finalmente decidimos começar a filmar. Afinal eles já estavam “quentes” e o resto da cena estava bom. Se fosse o caso, a gente ficaria depois refilmando só esse momento. Mas na hora de filmar, logo no primeiro take, a cena se desenvolveu com uma intensidade que não tinha aparecido nos ensaios. E na hora do Remo empurrar o Slumber, o Fabiano caiu na cama e a cama andou quase um metro pra trás com a queda. O meu queixo também caiu e acompanhou essa queda até quando ele teve que fechar para que eu falasse “corta”. Eu não acreditava no que eu estava vendo. Novamente os personagens do gibi estavam materializados na minha frente e o ponto crucial que era o roubo do catálogo estava sensacional. Eu falei “por que você não fizeram assim no ensaio?”
E isso aconteceu muitas outras vezes, menos chocantes mas igualmente surpreendentes. Ao longo de toda a filmagem me deparei com situações em que eu desconfiava e até me conformava com um resultado “menor” (afinal sempre vai ser um filme universitário com um baixíssimo orçamento), mas que, na hora de gravar, eu não conseguia imaginar como poderia ter saído mais perfeito. O cinema é isso afinal, você junta um monte de gente, com um monte de coisas, em algum lugar, com uma história que diga algo às pessoas e deixa acontecer. E acontece, com ritmo, melodia e sincronia. E você não consegue entender da onde veio isso, que não estava no roteiro, não é algo palpável como uma peça de um figurino, um objeto ou um cenário, mas é o ingrediente fundamental da receita, que você nunca vê antes do “ação”, mas que nesse momento aparece como mágica e se espalha por todas as pessoas, por todas as falas, por todo o ar.
E quando acaba, você pensa “mas o que foi que aconteceu aqui?”. E quando você assiste em casa, ou mesmo depois da edição, você se sente um enganador. Porque tudo deu tão certo, os pingos caíram aleatoriamente em todos os i’s e parece que foi tudo de propósito. As pessoas vão olhar pra você e pensar que você fez tudo de propósito. Vão te dar parabéns por isso. E você sabe que não foi de propósito, as coisas simplesmente “aconteceram assim”. Mas é porque esse algo a mais é a vida do filme. É o momento que ele encontra sua identidade e se torna independente. E de fato, você não o controla mais. O cinema, é, sem dúvida, um organismo vivo.
Chega de reflexões.
Pra mim, domingo foi o dia mais cansativo de todos, entre produção e desprodução… Rearranjamos toda a sala de terapia da minha tia no consultório de psicologia. Tiramos tudo, o sofá, a escrivaninha, a mesinha de canto, as duas folhas de vidro da janela e deixamos a sala peladinha. Sem nenhum móvel. Aí colocamos uma cama, um criado mudo, uma mesinha com um vaso, um gabinetezinho e VOILÀ, estavamos no apartamento do Slumber, como a placa na porta dizia. O mais legal foi andaime que construímos do lado de fora da sala (a janela era no 2o andar de uma casa). Assim o Remo realmente pulou pela janela no final da cena. Valeu Tico!
E foi o wrap de 2 atores. (Não tenho idéia do que quer dizer wrap de verdade, mas sei que é utilizado no cinema gringo pra fim de filmagens). Renato Guenter e André Jurado gravaram suas últimas cenas. Ah, o Remo ainda vai correr pelos telhados e talvez entrar por uma sacada, mas são coisas rápidas.
É isso. Um grande post pra compensar o tempo maior de ausência que vou dar à esse blog. Esse final de semana é feriado de independência, e não vai haver gravações. Então acho que mais notícias só na semana do dia 16.
E as próximas gravações serão nos dias 12 e 13, quando terão lugar as aguardadas cenas da igreja e da prisão. Agora a parte mais tensa já foi e é só alegria!!!
Como dizem os indianos (sim, eu vejo essa novela) “eu vou e volto!”
4 04UTC setembro 04UTC 2009 às 0:01
Domingo foi tensa a produção do casting, e a desprodução do cenário…mas tudo vale a pena! A cena da cama andando me lembrou um extra do filme Marley e Eu ( sim, é claro que eu chorei MUITO ), onde um dos cachorros que interpreta o Marley, e na vida real é super disciplinado, se comporta no ensaio exatamente no espírito Marley de ser… o diretor se morde pq acha que não vai conseguir usar a cena da espontaneidade da pobre cadela ( sim, ela cachorra que fazia o Marley comportado ), no final, ele consegue usar a cena espontania, e assim…como vc disse, na mágica, as coisas fluem!!!
Parabéns Mica! Agora só faltam 2 diárias, e depois muito trabalho de edição. Eu e Molinha estamos preparando uma mega pós produção cultural…aguarde!!!
4 04UTC setembro 04UTC 2009 às 11:07
Olá!!!!!
Infelizmente não pude participar da última gravação!
Sinto meio pelada com isso!!! Juro! Desfalcada, deixada de lado! Excluída! ahahahahhaah! brincadeirinha, mais ou menos!!!!!
Meu nem acredito que falta só 2 dias de gravação!
Nossa! UFA! Mto bom e muito ruim, Bom pq é animal pensar q logo logo teremos isso em mãos! E ruim pq foi uma delicia gravar com vcs!
Mica já vai preparando o próximo!!!!
ahahaha
Agora vai ter surpresinha dos M³+¹ ( ps: sim… seria m elevado à 4 potencia, mas não sei fazer o quatro subir !! ahaha)
Beijosss e descansem no feriado pq na próxima semanaaaaaaaaa!! Eeee..mais gravação!!!
beijão pessoal!!
4 04UTC setembro 04UTC 2009 às 13:06
EU PARTICIPEI DESSE TAO COMENTADO DOMINGO E… A-DOOO-RRREY! rsrsr UHUU! FOI MUITO LEGAL, APESAR DE NAO TER VISTO A CORRERIA Q FOI “DESPRODUZIR” A SALA E DEPOIS REPRODUZIR O QUARTO DO REMO/SLUMBER. APENAS CHEGUEI E… A-RRA-ZEEEY! HAHUHAUHAUA
SERIO, FOI MUITO LEGAL, PRINCIPALMENTE PQ EU AJUDEI A BAGUNÇAR O QUARTO TODO!
SERIO 2: SERIO MESMO! ADOREI DAR UMA DURA NO RENATO. ALIAS, ADOREI MINHA PERSONAGEM: BRUTAO TIPO GANGSTER Q SO DAVA DURA EM TODO MUNDO! PRA MIM FOI UM PRAZER! HAHAHAH ROLOU ATE TORTURA! Q DELICIA!
SERIO 3. NAO, GENTE, AGORA EH SERIO…
A PARTE MAIS EMOCIONANTE DE TOOOODAS… FOI O FAKE TAKE DA CENA TODA COM A GENTE INTERPRETANDO UMAS BICHOOOOOONAS! HHUAUHAUHAUA AKILO TEM Q ENTRAR PROS ANAAAAIS DOS MAKING OFs DOS CURTAS NACIONAIS! SEN-SA-CI-O-NAL!
BOM, FINALMENTE FALAREI SERIO… COF COF…! HUHUUMM!
FOI UM PRAZER TRABALHAR COM A EQUIPE TODA: GENTE NOVA, SIMPATICA, SABE O Q FAZ E TEM POSTURA PROFISSIONAL. VEJO UM FUTURO BRILHANTE PRA ESSA TURMA! SEM FALAR NA FLEXIBILIDADE ARTÍSTICA DO DIRETOR E Q ME SUPORTOU DANDO PALPITES O TEMPO TODO (ATE NA COR ROSA DA CUECA PRETA DO CAVALO BRANCO DO BANDIDO AZUL!!) E DA MAE DELE, TOTAL APOIADORA DO PROJETO, SEMPRE ATENCIOSA E AINDA LEVAVA COMIDINHAS PRA GENTE! rsrs
CURTI ESTAR NO ELENCO E CONFESSO ESTAR ANSIOSO (MAIS???) PARA VER O RESULTADO DESTA PEQUENA OBRA POIS SEI Q SERÁ SÓ ELOGIOS!
PARABENS ANTECIPADO!
ANDRE JURADO
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